Copyright © 2012 - Todos os direitos reservados  •  Federação Mineira de Arco e Flecha  •  Minas Gerais - Brasil  •  Melt Comunicação





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A FMAF

Dedicação, concentração e equilíbrio são alguns dos elementos que compõem o esporte do Tiro com Flecha. Um esporte antigo que ao longo dos anos passou por inúmeras transformações. Hoje é um esporte olímpico reconhecido e praticado em todo o mundo.




A Federação Mineira de Arco e Flecha mantém atividades diárias de treino, campeonatos regionais e nacionais utilizando para isso, um espaço cedido pelo Governo do Estado de Minas Gerais, junto ao estádio do Mineirinho há pelo menos 25 anos.

 



Em Minas, a Federação Mineira de Arco e Flecha - FMAF - tem o prazer de apresentar, desenvolver e incentivar a prática desse esporte tão rico. Ao desenvolver as habilidades de cada atleta a Federação se emociona com o trabalho bem feito nesses 39 anos.

A Federação Mineira de Arco e Flecha foi fundada em 1973. Ao longo desses anos tem conquistado resultados expressivos no Brasil, América do Sul e no mundo, em Campeonatos Pan-Americanos e Mundiais.

Desde 1997 consegue, ininterruptamente, manter pelo menos um atleta na seleção Brasileira de Tiro com Arco, afirmando assim a sua importância no cenário olímpico brasileiro.

Nesses anos a Federação promoveu vários campeonatos e eventos. Seguem abaixo alguns deles:

- 2006 - Campeonato Brasileiro Outdoor - 200 Arqueiros de todo o país; - 2008 - Campeonato Brasileiro de Categorias de Base;
- 2008 - Palco de 4 das 5 seletivas para as Olímpíadas de Beijing 2008 realizadas pela Confederação Brasileira de Tiro com Arco. Sendo que o atleta Daniel Rezende Xavier da FMTA conseguiu o segundo lugar nessas seletivas;
- Campeonato Mineiro de Tiro com Arco e Copa Minas de Tiro com Arco, disputado desde 1985 na FMAF;
- Em dezembro de 2010, a última etapa do Campeonato Mineiro foi monitorada pelo técnico da seleção brasileira em visita à Belo Horizonte;
- Palco de pesquisas científicas nas áreas de psicologia do esporte e biomecânica com atletas de alto rendimento através de convênio com o Comitê Olímpico Brasileiro e Cenesp – Centro de Excelência Esportiva da Universidade de Minas Gerais;
- Palco de ações socias junto a escolas de 1° e 2° grau e portadores de deficiências físicas.

Hoje, a Federação Mineira de Arco e Flecha detém números e títulos expressivos:

- Inúmeros títulos nacionais e internacionais obtidos pelos atletas mineiros; - Único árbitro Internacional Brasileiro;
- Representante para o Arizona Cup, primeiro torneio internacional credenciado pela CBTARCO em 2011;
- Atual campeão brasileiro recurvo masculino adulto;
- Atual campeão brasileiro recurvo masculino master;
- Atual campeã brasileira recurvo feminino juvenil;
- Atual campeão brasileiro compost master;
- Atual vice-campeão brasileiro recurvo paraolímpico.

Ao prezar por um melhor desempenho em suas atividades, a Federação de Arco e Flecha elaborou os seguintes objetivos e missões:

- Administrar, dirigir, controlar, difundir e incentivar, em todo o Estado de Minas Gerais, a prática do tiro com arco em todos os níveis, inclusive praticado por portadores de deficiências;
- Representar o tiro com arco mineiro junto aos poderes públicos em caráter geral;
- Representar o tiro com arco mineiro em competições amistosas ou oficiais da CBTARCO;
- Promover ou permitir a realização de competições estaduais, regionais, nacionais e internacionais no território mineiro;
- Respeitar e fazer respeitar as regras, normas e regulamentos nacionais, internacionais e olímpicos dentro de sua área de jurisdição;
- Informar as filiadas sobre as decisões que adotar, bem como aquelas que emanarem dos poderes públicos e das entidades nacionais e internacionais;
- Regulamentar as inscrições dos praticantes do tiro com arco na Federação e as transferências de uma para outra das filiadas, fazendo cumprir as leis nacionais;
- Promover e fomentar a prática do tiro com arco de alto nível, estudantil, universitário de cunho social e cultural dentro de sua área de jurisdição;
- Promover o funcionamento de cursos técnicos de tiro com arco;
- Promover a realização de campeonatos e torneios de tiro com arco;
- Expedir às filiadas com caráter de adoção obrigatória qualquer ato necessário à organização, ao funcionamento e à disciplina das atividades do tiro com arco que promoverem ou participarem;
- Regulamentar as disposições legais baixadas a respeito dos atletas. Dispondo sobre inscrições, registros, inclusive de contrato, transferências, remoções, reversões, cessões temporárias ou definitivas;
- Interceder perante os poderes públicos em defesa dos direitos e interesses legítimos das pessoas jurídicas e físicas sujeitas à sua jurisdição;
- Praticar, no exercício da direção estadual do tiro com arco, todos os atos necessários à realização de seus fins.

A Federação Mineira de Arco e Flecha é constituída pelas Associações e ligadas por filiações diretas. A organização e o funcionamento da Federação obedecem aos regulamentos, completados com as normas e instruções de acordo com suas competências.

Dirigentes



  José Maurício Xavier
PRESIDENTE
 


  Ricardo Macedo
VICE-PRESIDENTE



  Marcos Eugênio Vale Leão
DIRETOR DE COMUNICAÇÃO



  Daniel Rezende Xavier
DIRETOR TÉCNICO



  Anselma Dias Lapertosa
DIRETORA FINANCEIRA 

Atletas

  MARCOS LEÃO

O arco e flecha me prova, na prática, que o alvo é apenas um reflexo do arqueiro. O objetivo maior deixa de ser o resultado, e passa a ser o estado mental, físico e técnico. Agora compreendo claramente que, na vida, o resultado e o sucesso nada mais são do que o reflexo do que fazemos: da dedicação, da determinação e do desenvolvimento contínuo.

Início no Esporte: 28/05/2005

Resultados 2008
2º Lugar Campeonato Mineiro Outdoor Recurvo Masculino
3º Lugar Copa Minas Recurvo Masculino
3º Lugar Campeonato Mineiro Indoor Recurvo Masculino

Resultados 2007
3º Lugar Copa Minas 35 anos

 

  ERIK

Iniciei no Arco e Flecha em junho de 1999 como forma de treinamento visual e espiritual. O que inicialmente era um objetivo se tornou um reencontro com gratas sensações, uma experiência única e mágica que recomendo a todos ao menos experimentar.

Início no Esporte: 01/07/1999


  RICARDO MACEDO

Olá eu sou Ricardo Macedo (Ricardão), sou deficiente físico desde os 6 meses de idade, portador de poliomielite (paralisia infantil), mas a deficiência não me fez ficar em casa, pelo contrário, fui a luta e continuo nela. No arco e flecha encontrei o apoio que precisava para a prática de um esporte. Em sua prática posso competir não só com atletas paraolímpicos como também com os olímpicos. Participei em 2007 em Brasília do primeiro campeonato brasileiro paraolímpico, fazendo minha estréia no Tiro com Arco e na categoria iniciantes fiquei com a medalha de ouro. Já no segundo campeonato brasileiro, ocorrido em Goiânia em 2008, já com equipamento profissional, fiquei em segundo lugar. Em 2008, ainda fui campeão mineiro paraolímpico outdoor e indoor. Acerte você também no alvo! Venha se juntar a nós na prática desse esporte que sem dúvida alguma, cresce a cada dia.

Início no Esporte: 03/12/2007


  LUCIANO VAZ ALVARENGA

Quando a flecha cria vida e atravessa a alma do arqueiro a cada tiro, alinhando-se com o alvo sem se conhecer o ponto de sua partida ou de sua chegada. Isso é verdadeiramente mágico!

Início no Esporte: 07/06/2003


  JOSÉ ALEXANDRE CHAVES

Procurei praticar Arco e Flecha em busca de maior equilíbrio emocional e concentração, além do lazer. Encontrei muita coisa além disso.

Início no Esporte: 01/07/2007


  KENNEDY

Desde meu primeiro contato com o arco, em um hotel em 2006, venho praticando este esporte que envolve concentração, esforço físico, técnica e acima de tudo auto-conhecimento. É um esporte que contribui para a minha qualidade de vida.

Início no Esporte: 10/09/2006

 

 


MÁRCIO SOTTO MAIOR

O tiro com arco é minha higiene mental e o momento de relaxar do stress diário.

Início no Esporte: 1992


  NELEMAR PIRES SILVA

O que me fez praticar o arco e flecha foi a vontade de atingir o ponto certo.

Início no Esporte: 08/03/2009


  EVANDRO DE FRANÇA

O Arco e Flecha pra mim significa mudanças. Mudança no modo de ver o desporto em geral, mudança de valores, mudança de atitudes.

Início no Esporte: 2004

Estrutura

O centro de treinamento da Federação Mineira de Arco e Flecha é reconhecido pela CBTARCO - Confederação Brasileira de Tiro com Arco, como centro de treinamento Olímpico utilizado exclusivamente para a prática deste esporte. É um dos principais locais de treinamento e atua como palco de diversos campeonatos importantes de Tiro com Arco.

O centro de treinamento da Federação Mineira de Arco e Flecha é responsável pela conquista de colocações importantes no cenário esportivo de Tiro com Arco nacional e mundial, revelando vários atletas do Brasil.

Hoje, a Federação Mineira de Arco e Flecha se situa na área externa do Mineirinho e possui a seguinte estrutura:

- 17 raias de tiros com cavaletes e almofadas (alvos) apropriados para a prática;
- 64 arqueiros atirando simultaneamente, com a possibilidade de alocação de 128 arqueiros, caso os mesmos se dividam em duas categorias por dois períodos;

Vale a pena lembrar que toda a manutenção do campo e estrutura anexa é feita somente através da arrecadação de mensalidades dos atletas afiliados.

 

Futuro

A Federação Mineira de Arco e Flecha não pára, sempre procurando melhorar e caminhar com novos objetivos. São eles:

- Representante olímpico brasileiro para arco recurvo masculino;
- Representante para-olímpico brasileiro para arco recurvo masculino;
- Manter representante brasileiro para campeonato mundial para arco recurvo adulto e master;
- Criação de categorias de base a ser subsidiado pela Lei de incentivo ao esporte;
- Projeto arqueiros do Futuro, direcionado à formação e apoio a crianças em situação de risco social;
- Projeto Arqueiro Para-olímpico;
- Integração do complexo Mineirão - Mineirinho: Projeto em parceria com a União FITA, COB (Comitê Olímpico Brasileiro), CPB (Comitê Paraolímpico Brasileiro), CBTARCO e Federações Estaduais com o objetivo de fortalecer o esporte e preparar atletas brasileiros para as Olímpiadas de 2016 no Rio de Janeiro;
- Criação Masterplan 2016: Investimento de 10 milhões para alcançar medalhas em 2016. Estão previstos neste orçamento melhorias na infra-estrutura dos campos. Dessa forma, estarão em plenas condições para se tornarem locais de treinamento olímpico e locais de Pré–jogos.

Além de novos objetivos para o futuro, a Federação Mineira de Arco e Flecha apresenta um novo projeto para sua estrutura que pretende oferecer maior conforto, comodidade, além de mais opções de acessibilidade para seus atletas e visitantes, incluindo acessos dedicados aos portadores de necessidades especiais.

Rampas de acesso à linha de tiro, vagas para deficientes físicos, rampas de acesso à escola, bancadas e iluminação adequadas, sala para a administração, cozinha, cantina, sala para aulas teóricas, depósito e vestiário masculino e feminino.

 









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O Esporte no Brasil

O Tiro com Arco no Brasil teve uma longa história até a criação da Confederação Brasileira de Tiro com Arco, em 1991.

Apesar do uso indígena desde tempos remotos para a caça e guerra, o Tiro com Arco como esporte só chegou de fato ao país em 1950 pelas mãos do idealista Sr. Adolpho Porta e o marceneiro Arlindo, através de um encontro em Lisboa, Portugal. A partir de vários outros encontros e conversas com o Fluminense Futebol Clube. 5 anos depois foi realizada a primeira prova que O Globo intitulou de Flecha de Prata e foi patrocinada pelo Clube de Tiro e Diário de Notícias.

Desde os anos 50, quando Adolpho Porta criou as primeiras associações no Rio de Janeiro, o tiro com arco rompeu as barreiras estaduais e chegou a Minas Gerais e São Paulo, onde outros abnegados trabalharam incansavelmente e fundaram as federações de seuas estados.

Em 1958 foi fundada, no Rio de Janeiro, a Federação Metropolitana de Arco e Flecha, e na década de 70 foi iniciada uma importante etapa para o esporte. O tiro com arco brasileiro foi reconhecido em âmbito internacional. Nesta época ligada à CBF – Confederação Brasileira de Futebol – que possuía um departamento que atendia a alguns esportes, incluindo o Tiro com Arco.

Dessa forma, o Brasil promoveu, entre outros, o Primeiro Torneio Internacional, com a participação da Argentina, Uruguai e Brasil. Finalmente, em 1972, o país conseguiu se filiar à FITA. A partir desse momento o esporte obteve diversas conquistas.

 







O Esporte no Mundo

A arquearia é uma das mais antigas artes ainda praticadas, iniciada aproximadamente à 20.000 AC. Ao longo dos anos destacou-se como arma de guerra e, devido o advento da pólvora, perdeu espaço como arma bélica, porém, conquistou outro espaço, o do esporte. Por alguns anos era praticado entre a aristocracia e os plebeus, principalmente na Inglaterra. Acabou por firmar-se como um ato de elegância e educação primorosa. A partir de 1930 iniciaram-se os campeonatos nos Estados Unidos. Em 1972, em Munique, se tornou um importante esporte Olímpico.

Desde então, o número de praticantes aumenta a cada ano em todo o mundo, inclusive no Brasil. Atualmente é praticado ao redor do mundo nos seguintes estilos:

- Long Bow;
- Kyudô;
- Arco Composto;
- Arco Recurvo – Olímpico;

As principais instituições no Brasil são a FITA – Federação Internacional de Tiro com Arco - e a CBTARCO – Confederação Brasileira de Tiro com Arco.

 



Aspectos Técnicos

O Tiro com Arco é um esporte que tem como objetivo marcar a maior pontuação possível. A pontuação varia de 1 a 10 pontos, de acordo com o local onde a flecha acerta o alvo. O tamanho do alvo é relativo à distância disputada: Alvos menores para as distâncias curtas e maiores para as longas. O Tiro com Arco pode ser disputado em ambientes abertos (Outdoor) e fechados (Indoor).

No Outdoor são disputadas diferentes distâncias para a categoria adulta, em dois dias de prova, sendo disparadas 36 flechas para cada distância.

No primeiro dia são realizadas as provas de distâncias longas e para cada uma delas são disputadas 6 séries de 6 flechas (4 minutos/série para efetuar os disparos). Nas distâncias curtas, realizadas no segundo dia, são disputadas para cada distância 12 séries de 3 flechas (2 minutos/série para efetuar os disparos).

Masculino

1° dia – 90m e 70m
2° dia – 50m e 30m

Feminino

1° dia – 70m e 60m
2° dia – 50m e 30m

No Indoor são disputadas duas séries de 36 flechas à 18m em um dia de disputa. Já nos jogos olímpicos, a distância padrão para homens e mulheres é de 70m em um sistema de confronto 1x1.

A POSTURA (THE STANCE)

O sucesso no tiro com arco depende da estabilidade e da consistência. A postura é a base do tiro e é uma das primeiras deficiências que podem ser observadas nos arqueiros. Manter uma sólida conexão entre a parte superior e a inferior é uma das principais dificuldades. Sendo assim, a importância da postura e a correta estrutura biomecânica são decisivas por promoverem a estabilidade, força e resistência. Pés - A postura recomendada é a postura aberta. Os pés devem estar separados à uma distância equivalente a largura dos ombros e com o peso distribuído igualmente em ambos os pés.

A distribuição de peso recomendada é de 60-70% na parte dianteira dos pés 40-30% nos calcanhares. Muitos arqueiros estão com mais peso nos calcanhares, o que modifica o centro de gravidade para trás dos calcanhares, produzindo instabilidade.

COLOCANDO A FLECHA (NOCKING THE ARROW)

O nock da flecha se coloca na forma mais conveniente para cada um. Geralmente sempre da mesma maneira, tornando-se parte da sua rotina de tiro.

ENGATAR E SEGURAR (HOOKING & GRIPPING)

Para engatar e segurar com precisão o arco, o atleta pode posicionar a corda logo antes das falanges do dedo indicador e anular e por trás da primeira falange no dedo maior. Caso posicione a corda atrás da primeira falange do dedo indicador, maior e anular e, o arco é armado, a corda terminará na primeira falange dos dedos. Isto pode causar, com o tempo, um doloroso calo.

Quando se coloca a dedeira sobre a corda, o arqueiro deve controlar visualmente a sua posição. Por utilizar sempre a mesma posição dos dedos em cada tiro, é recomendável o uso do separador de dedos, isso permitirá que os dedos em contato com o separador fiquem mais relaxados.

 















Quando não se utiliza o separador de dedos, há uma tendência de abrir os dedos para evitar apertar o nock e isto criará uma tensão não desejada na mão que segura a corda. A mão deve estar localizada sobre a corda tal que a parte de trás da mão não esteja paralela a corda, mas em um ângulo suave para longe da corda, e no final do seu caminho, terminará baixo do queixo quando ancorado. As abas da dedeira não são recomendadas, porque podem impedir uma conexão sólida com a parte superior da mão da corda.

Uma pequena tensão se forma sobre a corda para facilitar a exata posição da mão do arco na empunhadura do arco. A mão do arco deve estar relaxada e localizada alta e profundamente na empunhadura, com o polegar apontando para o alvo uma vez que o arco é levantado. Uma pequena tensão no polegar é aceitável para permitir isto. Uma posição consistente da mão é extremadamente importante para assegurar que a pressão na área da mão estará sempre localizada na empunhadura.

CONCENTRAÇÃO (MINDSET)

A concentração é uma etapa crítica do tiro onde se determina o sucesso ou o fracasso. Deve-se ter um conceito claro a respeito do que está tentando conseguir, deve focar-se totalmente no processo e buscar um rápido ensaio mental. Durante este passo, uma ou duas respirações profundas servirão para estar centrado e o corpo relaxado, especialmente o rosto, pescoço e região dos ombros. É importante praticar esse passo durante os treinamentos, pois, assim, desenvolverá uma maior consciência e conquistará uma confiança maior.

PREPARAÇÃO (SET-UP)

A preparação é um importante fator para a qualidade do Tiro. O corpo deve estar posicionado em 60-70% na parte dianteira dos pés e 30-40% nos calcanhares. Os quadris devem estar abertos enquanto os ombros elevados em direção ao alvo. Isto criará uma pequena tensão debaixo da caixa torácica agregando estabilidade. O peito deve estar contraído para dentro e os músculos abdominais tensos. Os quadris devem estar rotacionados para fora para que seja possível ter as nádegas juntas. Enquanto isso, se levanta o arco, o ombro da corda deve ser ajustado para trás para posicionar a escápula, ao mesmo tempo ambos os ombros devem estar posicionados o mais baixo possível.

A posição da preparação, não é alcançada armando o arco usando a mão e o antebraço, mas posicionando o ombro da corda e a escápula. Pode ser útil, enquanto fazemos a preparação, visualizar os dedos da corda conectados ao cotovelo através de elos, que nos permitirão segurar os dedos, mão e antebraço relaxados.

Quando se eleva o arco na posição de preparação, existe uma tendência natural a inclinar-se para longe do alvo para compensar o peso do arco. Dessa forma, é aconselhável inclinar-se levemente para o alvo para neutralizar esta tendência natural.

ARMANDO O ARCO (DRAWING)

Para armar o arco é necessário que a escápula seja ajustada para baixo durante a preparação. A corda deve ser elevada em linha reta, 2-3 polegadas debaixo do queixo e não diretamente ao queixo. O cotovelo da corda deverá estar em linha, o máximo possível. Esse movimento ajudará a baixar a escápula, manter o ombro baixo e elevar todo o peso dos músculos das costas, o máximo possível. A lei da aceleração se aplicará desde o momento em que se arma o arco.

Enquanto isso, os dedos e o antebraço da corda devem tem uma mínima tensão. Para conseguir dedos e antebraço relaxados, visualizar os dedos conectados com o antebraço através de elos.

Desde a preparação, quando se começa a armar o arco, a mira deve estar por cima da linha horizontal do alvo já que, se estiver por baixo, vai exigir a elevação do braço do arco para apontar, o que criará uma tensão indesejada. Enquanto se arma o arco, é recomendável inspirar, já que se cria um sentimento natural de ganhar força. Nesta etapa, se deve evitar a tendência natural de afastar-se do alvo para compensar o peso do arco. É importante também manter firme os tríceps do braço do arco, assim, ajuda a manter baixo o ombro da corda. Enquanto se arma o arco, é recomendável inspirar, já que se cria um sentimento natural de ganhar força. Neste momento, nenhuma ação de mirar o alvo deve ocorrer.

ANCORANDO (ANCHORING)

O próxima passo é ancorar. Havendo chegado a apertura total, a mão e o braço da corda devem ser movidos juntos para a posição de "transferência/prender" abaixo do osso da mandíbula.

Na apertura, se passa de um movimento externo a um interno. Esta posição está determinada por uma posição adequada da escápula e as costas da corda. A cabeça é outro ponto de referência no processo, atuando como uma segunda mira. A ponta do cotovelo, quando vista de lado, deve estar em linha com a flecha ou apenas levemente mais alta. Se o cotovelo está demasiadamente alto, se tornará difícil abaixar o trapézio e o latissimus e ativar os músculos das costas adequadamente.

Além de ter o cotovelo da corda virado diretamente para acima, deve estar em linha com a flecha. Seria melhor se estivesse um pouco atrás da linha, mas não definitivamente para trás da linha.

No começo da apertura, a mão da corda deve estar em uma posição tal que possa se encaixar solidamente abaixo do osso da mandíbula, sem necessidade de torcer a mão durante a apertura ou para fazer a mão se acerta ao rosto.

A mão da corda deve estar em contato sólido com o osso da mandíbula para criar uma conexão osso-osso, porque isso é essencial para assegurar uma posição consistente "nock-ao-olho".

Ao usar uma aba da dedeira o arqueiro deve assegurar-se que a parte superior da mão da corda faça ainda o contato cheio com o maxilar, porque freqüentemente somente a aba da dedeira toca o maxilar e isso pode produzir inconsistência. Qualquer ajuste da mão da corda no rosto ou levantar a ponta do cotovelo mudará a pressão do dedo da corda e a dinâmica de tiro. A conexão entre a corda e o queixo deve ser firme, porque esta fará uma forte conexão e dará suporte a um tiro contínuo.

TRANFERINDO PARA A RETENÇÃO (TRANSFER TO HOLDING)

No começo da fase de carga, que começa durante o final da fase de apertura (justo antes da ancoragem), é recomendável ter uma rápida verificação visual da posição do clicker na flecha para alcançar uma maior consistência.

Quando se arma o arco para o ponto de ancoragem, se utilizam os músculos da parte superior do braço, antebraço e mão, já que a corda não pode ser levada para trás com os músculos das costas somente. Conseqüentemente, estando em posição de retenção (holding), é necessário um tempo para transferir a tensão, não desejada, na mão e antebraço, além da mão do arco aos músculos das costas. O processo de transferência/carga deve tomar meio segundo. É importante saber que o método de "movimento externo contínuo" é defeituoso e é um obstáculo para obter altas pontuações. A retenção é crucial e fundamental para a consistência.

Havendo chegado à crítica posição de retenção, a atenção deve estar voltada aos músculos das costas. Se nessa etapa a mente está dispersa, a conexão com os músculos das costas se perderá. Uma vez que se alcança a retenção, estamos prontos para começar a apontar e a expandir. Havendo chegado à esta posição, a atenção deve estar em girar as escápulas para abaixo, para a coluna e forçá-los para baixo enquanto incorporamos a fase de apontar e de expandir.

No começo da tração uma inspiração profunda é necessária, criando um sentimento natural de ganhar a força. Nesta etapa, a respiração deve ser liberada lentamente, de uma maneira natural e relaxada, basta que os pulmões alcancem 50/70% de sua capacidade. Esta expiração permitirá que a mira se coloque no amarelo. Deve-se conter a respiração durante a expansão já que a continuação do tiro se completa.

MIRAR E EXPANDIR (AIMING & EXPANSION)

Até ancorarmos, a mente foi focalizada internamente, mas agora deve-se trocar para o foco externo estreito. A atenção deve estar na hora de mirar. Deve-se mirar somente depois da fase de Transferência/Carga e uma vez que tenhamos alcançado a ancoragem, não antes.

O tempo ideal desde a ancoragem até soltar a corda é de 1 a 3 minutos para melhores resultados. O subconsciente deve permitir localizar a mira onde se está apontando e deixá-lo flutuar ao redor. Ao mirar deve-se abordar sem ansiedade e tratar como outro passo no processo de disparar uma flecha, no ponto central. Quando concentramos com certa intensidade, só se pode atender a um canal de cada vez. É importante concentrar-se completamente em mirar, pois a conexão dos músculos das costas se perderá. Obviamente que o mirar necessita tomar lugar na qual é necessário ser realizado de maneira subconsciente.

Durante a fase de expansão, o cotovelo da mão da corda deve estar idealmente atrás da linha, a escápula gira e vai para abaixo, para a coluna, abrindo o peito em um movimento circular. Isto é basicamente um micro movimento que, devido ao raio de movimento, será suficiente para mover a flecha nos últimos 1-2mm através do clicker.

É necessário compreender que a expansão não é justamente um movimento linear do empurrar e/ou de puxar, mas sim um resultado de um movimento circular grande que envolve a escápula (movimento pequeno), os ossos do peito que se conectam com as articulações do peito (movimento maior) e os braços do arco e da corda (o maior movimento). Isso é o Raio de Movimento (Ratio of Circular Movement or ROCM).

Para dar essa sensação de expansão, é importante visualizar uma conexão entre o braço esquerdo e direito. Logo, vendo em linha e girando a escápula para a coluna, se experimentará um sentimento de aumento do peito, sendo o maior entre as mãos do arco e da corda, suficiente para passar os últimos milímetros do clicker sem empurrar e/ou puxá-lo. Como esse movimento é em ambos os sentidos, não deve haver nenhum movimento aparente da corda quando observamos o ponto de referência no protetor de peito. Geralmente isto somente pode ser observado em atiradores com técnicas corretas de 1350+ FITA.

Durante a expansão, o arqueiro deve manter firme os tríceps do braço que segura o arco, abaixar o ombro da frente e a mão do arco relaxada.

O equilíbrio durante a expansão deve ser sempre 50/50. Um momento de desequilíbrio pode afetar o centro de gravidade, levando o corpo para o alvo, o que fará que o arqueiro se incline para trás, afastando-se do alvo.

Durante esta fase, a atenção deve estar completamente na expansão. É necessário o máximo de concentração, pois qualquer pensamento sobre os dedos da corda ou outra coisa perderá a conexão com os músculos das costas, atrapalhando a liberação.

LARGADA (RELEASE)

Para a largada, a corda deve ser liberada relaxando totalmente os dedos e permitindo que a corda se solte e deixando colocar os dedos fora de seu caminho.

Ao observar os arqueiros de elite, seus dedos na largada e durante a continuação do tiro está virtualmente na mesma posição de que quando estavam na corda.

A largada deve ser iniciada pelo Trapézio e não por empurrar a empunhadura com a mão do arco ou de puxar a corda com os dedos da mão que estão na corda. É um movimento interno.

A ativação do clicker nesta fase do tiro deve ser sentida e não ouvida. Caso o arqueiro espera ouvir o clicker para soltar, o pensamento consciente vai para o clicker e novamente, a conexão com os músculos das costas se perderá.

Os arqueiros que tratam de soltar a corda abrindo conscientemente os dedos, param o movimento continuo por se focalizar em largar a corda, o que resulta na perda de tensão nas costas. Cria também a tensão nos músculos do digitorum, localizados no antebraço que controlam o abrir e fechar dos dedos.

Há também um músculo separado que controla o dedo mindinho que deve estar relaxado e sempre na mesma posição em todos os tiros. Qualquer mudança na posição e na tensão do mindinho afetará a tensão dos demais dedos.

CONTINUAÇÃO DO TIRO (THE FOLLOW-THROUGH)

A continuação do tiro (follow-Through) é realmente parte da largada e não um movimento separado. A tensão correta das costas deve ser controlada entre um e dois segundos depois da largada. O continuo girar/segurar da escápula durante a continuação do tiro, criará uma melhor sensação de tensão das costas. A continuação do tiro deve ser uma reação natural, portanto é recomendável realizar uma largada tranqüila, não deverá ser forçada, e sim como o resultado de ter usado corretamente a tensão das costas.

Uma continuação do tiro forçada e exagerada indicará uma largada defeituosa. Em muitos casos é o resultado de uma ação desse tipo que resulta uma troca de centro de gravidade, afetando o tiro. Dessa maneira, com uma continuação de um tiro forçado, a pressão dos diferentes dedos na corda variará, afetando a maneira em que os dedos soltam a corda, o que levará a resultados inconsistentes.

Se a continuação do tiro é natural, a mão da corda, por estar muito relaxada, se moverá para trás e entrará em contato com o rosto, seguindo a linha da mandíbula, tanto quanto possível. As costas deverão mover-se lateralmente para trás, resultando em um movimento natural para baixo. A mão da corda deve tocar o ombro como parte da continuação do tiro, isso fará com que as costas abaixem demasiadamente rápido. Para concluir, o arco deve se movimentar em linha reta para o alvo, ainda que o braço do arco, devido a expansão rotacional, se moverá ligeiramente para a esquerda (para os arqueiros destros).

RELAXAMENTO E ANÁLISE (RELAXATION AND FEEDBACK)

Quando se conclui a continuação do tiro, corpo e mente necessitam estar prontos para o próximo tiro. A tensão física ou mental criada durante o tiro anterior precisa ser eliminada. Para alcançar isso, são recomendadas respirar profundamente. Nesse período té interessante fazer uma análise crítica objetiva.

Os resultados no alvo são absolutos, realizar uma análise crítica trará somente benefícios. É muito importante que o arqueiro aprenda a "sentir" o tiro, então quaisquer discrepância técnica no tiro pode ser recondicionada e torna-se ações corretivas nos tiros seguintes. Só a localização atual da flecha no alvo deve ser de interesse, já que a análise do processo e de outras suposições, já foram realizadas.

É muito importante para o processo contínuo de aprendizagem de um arqueiro, que ele aceite a total responsabilidade do tiro. Além disso, aprenda a concentrar e se adaptar aos barulhos diversos ao seu redor.

O Arco e a Flecha

OS ARCOS

São usados dois tipos de arco, o composto e o recurvo. O arco composto não pode ser utilizado nos jogos olímpicos nem nos pan-americanos. O arco composto possui um sistema de roldanas que permite manter o arco tensionado por mais tempo para efetuar a mira e o disparo.

No entanto, o arco recurvo é utilizado em todas as competições da Federação Internacional de Tiro com Arco, o que exige do arqueiro uma coordenação harmoniosa entre suas ações para um tiro eficiente.

A FLECHA

A flecha é o projétil em forma de haste que é disparado com o arco.

Uma flecha consiste de uma haste longa e fina, com seção circular, feita originalmente de madeira e agora também de alumínio, fibra de vidro ou de carbono. Ela é afiada na ponta ou armada com uma ponta separada na extremidade, dispondo na outra de um engaste (nock) para fixação na corda do arco. Pontas de flecha são disponibilizadas em uma variedade de tipos, adequando-se ao uso que será feito da flecha, seja desportivo, caça ou militar. Próximo à extremidade posterior da flecha são colocadas superfícies de estabilização que constituem a empenagem da flecha, a fim de ajudarem na estabilização da trajetória de voo. Geralmente em número de três, as penas são dispostas ao redor da haste formando um ângulo de 120º entre si. Nas flechas modernas as penas são fabricadas em plástico e afixadas com cola especial.

Conforme a flecha voa em direção ao alvo, sua haste irá entortar-se e flexionar de um lado para o outro, lembrando um peixe debatendo-se fora da água e caracterizando um fenômeno conhecido como paradoxo do arqueiro.

O equipamento, espécie de coldre ou estojo, usado para carregar as flechas usadas pelos arqueiros desde a mais remota antiguidade é chamado de aljava ou em inglês, quiver.

 



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